domingo, 16 de outubro de 2011

PARA EVITAR CESÁREAS DESNECESSÁRIAS
Esse post deveria ser permanente, para facilitar a consulta e salvar muitas gestantes das desculpas esfarrapadas para uma cesárea desnecessária. Salve aí para você e ajude a divulgá-lo!"Essa lista é fruto de minha participação, nos últimos meses, nessa e em outras comunidades que discutem gestação e parto, com a premissa básica de devolver à mulher a condição de protagonista desses momentos maravilhosos! Espero que, divulgando-a, vocês possam ampliá-la e contribuir para evitar, pelo menos, que as mulheres sejam ENGANADAS e conduzidas sob falsos pretextos para cirurgias desnecessárias." Dra. Melania Amorim

"INDICAÇÕES" DAS DESNECESÁREAS: 

1. Circular de cordão, uma, duas ou três “voltas” (campeoníssima – essa conta com a cumplicidade dos ultra-sonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso)

2. Pressão alta

3. Pressão baixa

4. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto

5. Diagnóstico de desproporção céfalo-pélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto

6. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe)

7. “Passou do tempo” (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas)

8. Trabalho de parto prematuro

9. Grumos no líquido amniótico

10. Hemorróidas

11. HPV

12. Placenta grau III

13. Qualquer grau de placenta

14. Incisura nas artérias uterinas (aliás, pra que doppler em uma gravidez normal?)

15. Aceleração dos batimentos fetais

16. Cálculo renal

17. Dorso à direita

18. Baixa estatura materna

19. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso

20. Obesidade materna

21. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come)

22. Bebê “grande demais”

23. Bebê “pequeno demais”

24. Cesárea anterior

25. Plaquetas baixas

26. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma

27. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia e descolamento da retina

28. Edema de membros inferiores/edema generalizado

29. “Falta de dilatação” antes do trabalho de parto

30. Gravidez super-desejada (motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal)

31. Gravidez não desejada

32. Idade materna “avançada” (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral, refere-se às mulheres com mais de 35 anos)

33. Adolescência

34. Prolapso de valva mitral

35. Cardiopatia (o melhor parto para as cardiopatas é o vaginal)

36. Diabetes

37. Bacia “muito estreita”

38. Mioma uterino

39. Parto “prolongado” ou período expulsivo “prolongado” (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra)

40. “Pouco líquido”

41. Artéria umbilical única

42. Ameaça de chuva/temporal na cidade

43. Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos da violência no Rio de Janeiro

44. Fratura de cóccix em algum momento da vida

45. Conização prévia do colo uterino

46. Eletrocauterização prévia do colo uterino

47. Varizes na vagina

48. Constipação (prisão de ventre)

49. Excesso de líquido amniótico

50. Anemia

51. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas

Fonte: Cesárea? Não, obrigada!
Mais uma brilhante contribuição - Dra. Melania Amorim para a humanidade!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011


Rede Cegonha lança guia de atenção ao recém-nascido 

Vale a pena dar uma lida, tem também a cartilha  

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_recem_nascido_%20guia_profissionais_saude_v3.pdf

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm/?portal=pagina.visualizarNoticia&codConteudo=2250&codModuloArea=162&chamada=rede-cegonha-lanca-guia-de-atencao-ao-recem_nascido


terça-feira, 27 de setembro de 2011


Comissão Perinatal de BH recebe premio internacional

 Publicado em 23/09/2011 13:01:02 
Garantia de acessos a leitos de alto risco, aprimoramento da gestão Hospitalar, investigação de óbitos de mães e bebês, implantação de uma política de humanização da assistência pré-natal e maternidade e a criação do Movimento BH Pelo Parto Normal. Essas são algumas das iniciativas que contribuíram para que a Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) receba o premio “Concurso Nacional de Boas Práticas e Fotografias em Maternidade Segura.

O concurso é uma iniciativa da OPAS/OMS no Brasil e tem como objetivo promover e difundir as experiências exitosas de Boas Práticas em Iniciativa de Maternidade Segura promovidas pelos estados brasileiros.

Participaram do concurso onze iniciativas, de nove estados diferentes. Desse total, três iniciativas foram premiadas – A Comissão Perinatal de Belo Horizonte, “Mãe Curitibana”, de Curitiba e a Casa Zilda Arms, do Hospital Sofia Feldman, também na capital mineira. As iniciativas vencedoras receberão um premio em dinheiro, no valor de três mil dólares, cada uma.

Essas iniciativas foram premiadas em nível estadual e agora concorrerão com as melhores experiências estaduais das Américas. Para a coordenadora da Comissão Perinatal da SMSA, Sonia Lansky esse prêmio é um resultado de muito trabalho e dedicação. “O prêmio é um reconhecimento para o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Comissão Perinatal há mais de uma década, para a qualificação do atendimento a gestante e ao recém-nascido. O premio respalda todas as iniciativas e nos traz mais fôlego para continuar seguindo nesse caminho”, comemora a coordenadora.

A coordenadora ressaltou ainda a importância do Hospital Sofia Feldman também ter sido premiado. “O Sofia Feldman é um hospital que alimentou o trabalho da Comissão Perinatal e contribuiu para a implantação de boas práticas, como as Doulas – voluntárias da comunidade oferecem apoio físico e emocional às usuárias e suas famílias durante o pré-parto e parto, o direito a acompanhante durante o parto, conseguindo levar essas práticas para as maternidades da cidade e todo o país. O Sofia é o exemplo do SUS que dá certo e esse prêmio é merecido”, afirma Lansky.

COMISSÃO PERINATAL


Criada em 1997, a Comissão Perinatal da SMSA tem o desafio de reduzir a taxa de mortalidade infantil. Há quatorze anos, todos os aspectos da maternidade são amplamente discutidos em um fórum permanente da Comissão Perinatal.

O trabalho tem representação de movimentos sociais organizados, gestores e trabalhadores da saúde pública, além de entidades do setor e maternidades credenciadas pelo SUS-BH.

Os debates são contínuos e têm o objetivo de buscar uma assistência de qualidade às gestantes. “Estamos envolvidos para garantir os direitos das mulheres e das crianças, promovendo uma maternidade com segurança e apoio, proporcionando uma vivência prazerosa, familiar e social. É isto que representa o nascimento de uma criança”, explica a coordenadora da Comissão Perinatal da SMSA, Sônia Lansky.

Em uma década de mobilização, o esforço do grupo foi preponderante para os avanços da política de saúde pública no tema maternidade.


comissaoperinatal@pbh.gov.brTel:             31 3277-5053      

http://img97.imageshack.us/img97/2250/assemailcomissaoperinat.jpg

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

INDICAÇÃO  -  Livros sobre Parto e Maternidade

1)A Maternidade e o encontro com a própria sombra - Laura Gutmam
  • 2)Livrinho das Mães - Psicografado por Dora Indontri do espírito Maria Montessori
  • 3)Memórias do Homem de Vidro: Reminescências de um Obstetra Humanista de Ricardo Jones
  • 4)Nascer Sorrindo - Frédérick Leboyer
  • 5)Parto Ativo
  • 6)Parto de cócoras - Moysés Parcionik
  • 7)Parto normal ou cesárea? o que toda mulher deve saber e todo homem também
  • 8)Quando o Corpo Consente   

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Saiba mais sobre as Manobras de Leopold para sentir a posição do bebê

       Na obstetrícia, as manobras de Leopold são um método comum e sistemático de se determinar a posição de um fetodentro do útero de uma mulher. Elas recebem este nome em homenagem ao ginecologista Christian Gerhard Leopold.
      As manobras consistem em quatro ações distintas, cada uma ajudando a determinar a posição do feto. As manobras são importantes porque ajudam a determinar a posição e apresentação do feto, que, em conjunto com a avaliação correta da forma da pelve materna, podem indicar se o parto será complicado ou se uma cesareana será necessária.

Realizando as manobras

      As manobras de Leopold são difíceis de serem realizadas em mulheres obesas e em mulheres que tem polidrâmnio.
      A palpação pode às vezes ser inconfortável para a mulher se não é tomada o cuidado para garantir que ela está relaxada e numa posição adequada. Para ajudar isso, o profissional primeiro deve certificar-se que a mulher esvaziou sua bexiga urinária previamente. Se ela ainda não esvaziou, ela pode necessitar de um catéter para esvaziá-la, caso a mulher não consiga fazer por conta própria. A mulher deve deitar de costas com os seus ombros levemente elevados com um travesseiro. O seu abdômen deve ser descoberto, e como ato de humanização é importante que o profissional aqueça as mãos antes da palpação.
      As manobras de Leopold-Zweifel sistematizam o palpar obstétrico em fases:


Primeira manobra
Delimitação do fundo do útero usando ambas as mãos para deprimir a parede abdominal com as bordas cubitais. As mãos ficam encurvadas, para melhor reconhecer o contorno do fundo do útero e a parte fetal que o ocupa. Com uma das mãos imprimindo súbito impulso ao pólo fetal, esse sofre um deslocamento, chamado "rechaço fetal"realizado com a mulher em decubito dorsal.

Segunda manobra
Ao deslizar as mãos do fundo uterino para o pólo inferior, tenta-se palpar o dorso fetal e os membros, de um ou outro lado do útero.

Terceira manobra
Conhecida como manobra de Leopold ou Pawlick, serve para explorar a mobilidade do pólo fetal que se apresenta em relação com o estreito superior do trajeto pélvico. Tenta-se apreender esse pólo fetal entre o polegar e o indicador da mão direita, imprimindo movimentos laterais para procurar precisar o grau de penetração da apresentação na bacia.

Quarta manobra
Com as extremidades dos dedos, palpa-se a pelve para tentar reconhecer o pólo cefálico ou o pélvico, e,assim, determinar o tipo de apresentação do concepto.
Referências: Obstetrícia Fundamental (Rezende e Montenegro)
*Fonte: Wikipédia  - para saber mais clic

http://feeds.feedburner.com/InfoBraslia-ApoioAoPartoAtivoEHumanizado 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


O risco de agendar um parto cesárea sem necessidade
     Novo estudo mostra que o risco de morte do bebê que nasce antes de 39 semanas é maior do que aqueles que chegam ao fim da gestação. Confira Ana Paula Pontes e Malu Echeverria.
     Cada vez mais os estudos confirmam e alertam o quanto adiantar o parto sem necessidade, mesmo que em poucas semanas, traz riscos para o bebê. Um deles, publicado este mês na revista científica Obstetrics & Gynecology, revelou que antes de 39 semanas há risco de morte para a criança.Para chegar a essa conclusão, os cientistas da March of Dimes Foundation, uma organização não governamental que encabeça campanhas nos Estados Unidos para evitar nascimentos prematuros, analisaram mais de 46 milhões de nascimentos, usando dados do National Center for Health Statistics U.S. O resultado revelou que a taxa de mortalidade infantil era de 1.9 para cada 1.000 bebês nascidos na 40a semana de gestação e subia para 3.9 para aqueles nascidos pouco antes, na 37a semana. De acordo com Antônio Júlio de Sales Barbosa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina (SP), a pesquisa apenas reforça o que já é sabido entre os obstetras. "São considerados prematuros bebês que nascem com menos de 37 semanas. Mas isso não quer dizer que aquele que chegou até a 37a já possa nascer. Não é bem assim. Eles ainda têm um pequeno cumprimento de maturidade pulmonar a ser vencido – o que acontece entre a 38a ou 39a semana", diz.E o especialista reforça, ainda, que, mesmo na 38a semana, as cesáreas eletivas (agendadas sem necessidade) podem trazer surpresas, ao acarretar em complicações para os bebês, como infecções respiratórias, febre, alteração na temperatura.    
     "Parece que uma semana é pouco, mas para o bebê na barriga é muito", afirma Júlio.Sobre problemas respiratórios, aliás, cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, já haviam mostrado como o risco de complicação acaba sendo maior para quem nasceu antes da hora. Eles avaliaram mais de 230 mil partos feitos entre 2002 e 2008 em hospitais dos Estados Unidos. Cerca de 7 mil bebês tiveram de ser internados em UTIs, sendo que, destes, mais de 2 mil sofreram de problemas respiratórios. Entre os casos de pneumonia, por exemplo, o problema caiu de 1,5% entre os que nasceram de até 38 semanas para 0,1% na 39ª semana.No Brasil, a maioria dos nascimentos na rede particular ainda é feita por cesáreas. O maior problema é o crescente número de cesáreas eletivas, ou seja, quando a cirurgia é agendada antes de a grávida entrar em trabalho de parto. Um dos riscos envolvidos é a chance de o médico errar no cálculo gestacional e o bebê nascer prematuro. Com isso, a criança deixa de ganhar peso e de amadurecer os pulmões, e ainda corre o risco de precisar ser internada em uma UTI neonatal por conta da prematuridade. "Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos pais da criança, que querem se organizar melhor, quanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento", diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). Nos Estados Unidos, dados do March of Dimes mostram que 543 mil bebês (1 a cada 8) nascem prematuramente.A situação é diferente quando a mãe entra em trabalho de parto e, no meio do caminho, é preciso realizar uma cesárea. A chance de a criança ter problemas pulmonares é menor porque, durante o processo, segundo Pupo, há uma série de transformações que acontecem na criança que a deixam mais preparada para sobreviver fora do útero. "Não se deve interferir num processo natural, a não ser em casos específicos em que há risco de vida para a mãe e o bebê". A data provável dos partos é em torno de 40 semanas de gestação. E, se mãe e filho estiverem bem, esse prazo pode se estender até 41 semanas e 6 dias.
     Por que o número de cesárea só cresce?Por falta de informação , incentivo do médico ou até mesmo por medo do parto normal, as gestantes tendem a acreditar que a cesárea é o tipo de parto mais seguro. Mas os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que é justamente o contrário. Um estudo, que avaliou mais de 100 mil nascimentos em países asiáticos, mostrou que as grávidas que passaram por uma cesárea têm mais de sofrer complicações sérias, que podem levar à morte. Caso a cesárea seja realizada antes da mulher entrar em trabalho de parto e sem indicação médica, os riscos são 2.7 vezes maiores do que no parto vaginal, segundo as estatísticas. Já no caso dos partos cirúrgicos feitos antes do trabalho de parto, mas com indicação médica, o número cai para 2.1.Ainda assim, se numa roda de conversa com outras mães, você perguntar quem teve parto normal, vai perceber que as estatísticas sobre o parto cesárea no mundo são mesmo alarmantes.                                        
   Dados do The NHS INformation Centre, na Inglaterra, por exemplo, mostram que 25% dos partos no Reino Unido, entre 2008 e 2009, foram cirúrgicos. Já nos Estados Unidos, em 2005, esse índice já era de 30,2%. No Brasil, os números são ainda mais assustadores. Somente no SUS, 33,25% dos partos realizados em 2008 foram cirúrgicos, de acordo com o Ministério da Saúde, o que representa cerca de 655 mil cesáreas. Todos esses dados contrariam a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que determina que esse tipo de parto represente somente entre 10% e 15% do total realizado em um país.
        Os benefícios do parto normal
     Para o bebê: esse tipo de nascimento é bom porque segue o processo natural. Ela nasce na hora certa, a não ser nos casos de prematuros. Existem várias evidências e especulações de que o trabalho de parto não é meramente uma atitude física de expulsão do bebê, e sim uma alteração de padrão hormonal em que há liberação de hormônios pela mãe e bebê que sinalizam que o momento de nascer está chegando. Outro beneficio é que o tórax do bebê é comprimido ao passar pelo canal de parto, o que faz com que ele expulse secreções das vias respiratórias, tornando-o mais adaptado a respirar.Para a mãe: além do aspecto psicológico, da satisfação da mulher em poder dar à luz, a recuperação é mais rápida e são menores as chances de complicações após o procedimento, como sangramentos ou infecções, por exemplo.
     Quando o parto cesárea é realmente necessário?
    -->Quando a placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero, impedindo a saída do bebê, a chamada placenta prévia;
   --> Se o bebê está atravessado, mas antes é possível tentar ajudá-lo a  ficar na posição correta; 
     --> Em casos raros de doenças cardíacas;
  --> Nos casos em que a gestante tenha aids com varga viral muito alta ou desconhecida;
    --> Quando há descolamento prematuro de placenta;
    --> Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos;
   --> Caso a mãe tenha herpes genital com lesão ativa até um mês antes do parto; 
   --> Nas situações em que o cordão umbilical penetra no canal de parto antes do bebê;            
  --> Se há diminuição drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos, o que ocorre em apenas 1% dos partos.


Fonte: 300 respostas da Crescer sobre gravidez