terça-feira, 6 de setembro de 2011

Postado por Isabel
Veja - Cartilha dos direitos da gestante e do bebê
http://xa.yimg.com/kq/groups/71719654/456486036/name/direitos+da+gestante+e+do+bb.pdf

domingo, 4 de setembro de 2011


 Século 20: O desenvolvimento do "parto industrializado" *

Entram os médicos, saem as parteiras...
  
Foi em torno do início do século passado que o rápido desenvolvimento do parto industrializado se tornou patente. O fenômeno mais importante foi o aumento no controle do processo do parto por parte dos médicos. Na Grã-Betanha, a Lei das Parteiras, em 1902, estabeleceu vínculos oficiais entra a profissão da parteira e a profissão médica. Ela institucionalizou um papel subserviente da parteira em relação ao médico. O principal ímpeto de eliminar as parteiras se disfarçava no pretexto de melhorar a assistência. Porém, os reais motivos eram econômicos. As parteiras não apenas limitavam o volume de negócios para os médicos, mas uma vez que a clientela das parteiras tendia a ser pobre, o "material" com o qual as novas gerações de obstetras podiam ser treinadas também se reduzia.  

Fórceps

 Joseph DeLee, renomado professor de obstetrícia norte-americano, teve um  papel proeminente no advento do parto industrializado. Foi autor de vários livros textos, um orador requisitado e inventor de muitas ferramentas obstétricas.  No seu famoso artivo e discurso a colegas obstetras, feito em 1920 e intitulado: "O uso profilático de fórceps", ele observou que"o parto é um processo patológico". Ele recomendou o uso rotineiro do fórceps e a episiotomia em cada parto. Ele sugeriu que a " paciente" deveria ser sedada e que o éter deveria ser administrado.O tratado de DeLee foi de tanta influência nos EUA que, pela década de 30, a "obstetrícia profilática" já tinha se tornado a norma.  

O "sono do crepúsculo"


 Na Alemanha, no início do século, se começou a trabalhar uma mistura das drogas morfina e escopolamina. Várias mulheres norte-americanas estavam tão animadas com a perspectiva de um parto completamente sem dor que foram para Friburgo, na Alemanha, bem no começo da Primeira Guerra Mundial. Voltaram para promover o "sono do crepúsculo". A técnica consistia em prijmeiro injetar morfina, no começo do trabalho de parto, e depois escopolamina, o que fazia com que ela se esquecesse do que estava se passando, pois tratava-se de uma droga amnésica.  Esta campanha foi tmão bem sucedida qe atraiu muitas mulheres ao hospital, tornando-as mais controláveis durante o trabalho de parto. Os partos se tornaram mais impessoais, os funcionários, acreditando que as mulheres nada iriam lembrar, tinham uma tendência a "ignorar as pacientes". Por outro lado, fazer com que todos os partos ficassem tão previsivelmente semelhantes quanto possível pode ter atraído as muolheres que desejavam um parto rápido e sem dor. 
O parto tornou-se uma linha de montagem. O conceito de obstetrícia profilática promovido por Joseph DeLee, associado à popularidade do "sono do crepúsculo" explica porque o parto industrializado já havia se consolidado bem antes da Segunda Guerra Mundial, pelo menos nos EUA. 

   Aindustrialização do parto entrou numa nova fase em meados do século XX. Isto se deveu a uma série de avanços técnicos e tecnológicos. Na década de 50, a técnica moderna da cesariana de incisão baixa substituiu, pouco a pouco, a clássica. O princípio da nova técnica era de fazer a incisáo uterinahorizontal, no nível do chamado "segmento baixo",  que aparece e se desenvolve no final da gravidez: anteriormente a incisão uterina era vertical no corpo principal do útero. Essa nova técnica cirúrgica, associada ao advento de métodos de anestesia pós-guerra; à organização de transfusões de sangue à disponibilidade antibióticos, transformaram a cesariana numa operação confiável. Em 1910 a taxa de cesariana nos EUA era em torno de 0,2%.  Apesar de avanços tão espetaculares, até a década de 60, o índice de cesareanas não aumentou de forma drástica, era em torno de 5% em 1968. 

Na década de 70, os partos hospitalares se tornaram a norma e um grande número de obstetras autônomos e cirurgicamete treinados começaram a exercer sua profissão com uso de monitores fetais eletrônicos na sala de parto. Cada vez mais uma rede complexa de tubos e fios em torno da parturiente, com infusão de ocitocina sintética, o hormônio necessário às contrações uterinas. O ambiente das salas de parto estava transformado, as mulheres passaram a dar a luz num ambiente eletrônico.
No final do século XX, no auge da era eletrônica, a história do parto industrializado deu outro passo. Desenvolveu-se a anestesia peridural. Antes da década de 80, a técnica já estava estabelecida, mas haviam obstáculos de ordem prática para sua utilização generalizada. Os anestesistas haviam sido treinados originalmente para possibilitar operações cirúrgicas, mas não para intervir durante um processo fisiológico. Além do mais, a prática da anestesia peridural consome tanto tempo em horas imprevisíveis do dia ou da noite, que pouquíssimos hospitais podiam oferecer um serviço por 24 horas diśrias. Foi por isso que o desenvolvmemnto rápido da anestesia peridural teve que esperar até a década de 90, quando se dispunha de um número suficiente de praticantes, e também quando as técnicas mais sofisticadas de "peridural deambulante" haviam sido avaliadas.
No raiar do século XXI, apenas maternidades grande podem oferecer um serviço baseado na presença de obstetras, anestesistas e pediatras 24 horas por dia. É por isto que, na Europa Oidental, o número de partos por dia é, em média, de 10 ou mais em muitos hospitais, enquanto que no continente americano pode ultrapassar 20. Investimentos enormes têm sido necessários, frequentemente, pra projetar e construir  maternidades suficientemente grandes.
concentração nos grandes hospitais não é a única característica do parto industralizado. Também existe uma tendência notável rumo ä padronização. "Rotina" e "protocolos" representam palavras-chave na obstetrícia moderna. Na cabeça de muita gente, além do parto por cesariana, que pode ser planejado ou decidido durante o trabalho de parto, existe um parto "normal"  quase padronizado. No caso de um parto "normal", a mulher recebe uma peridural e ocitocina intra-venosa, enquanto o bebê é monitorado eletronicamente. É normal que um tubo seja inserido pera uretra para esvaziar a bexiga. Durante as utimas contraṍes, a utilização de uma ventosa (ou fórceps) é associada a uma episiotomia. No momento preciso em que o bebê nasce, administra-se uma droga rotineiramente para contrair o útero, permitinto a expulsão segura da placenta.

Na idade do parto industrializado, a mãe não tem o que fazer. Ela é uma "paciente".

* Adaptado de "O camponês e a parteira", de Michel Odent

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Info Brasília
- Apoio ao Parto Ativo e Humanizado - CENSO NACIONAL DE DOULAS

Posted: 13 Jul 2011 06:18 AM PDT

Caras Doulas e simpatizantes,
     No ano passado durante o VIII Encontro Nacional de Doulas discutimos sobre a profissionalização da Doula, naquela ocasião decidimos que entraríamos com o processo formal junto ao Ministério do Trabalho. Durante a III Conferência foi fundada a Rede Latino Americana de Doulas, e a Rede Brasileira de Doulas, o objetivo das Redes é articular as doulas para fortalecer nosso movimento.
     O Brasil conta com muitas doulas trabalhando, para entrar com o processo de Registro da DOULA como ocupação no Ministério do trabalho precisamos seguir alguns passos. Com o objetivo de responder as questões levantadas pelo Ministério do Trabalho foi elaborado o questionário abaixo para ser respondido por TODAS as doulas de nosso país.
     A intenção é que até dia 31/07/2011 o maior número de doulas possível responda este questionário, assim na primeira semana de agosto poderemos preparar a documentação de iniciar este processo junto ao Ministério do Trabalho - MT. Como foi pontuado pela representante do MT no encontro de doulas do ano passado.
     A doula Paty Merlin, tem um cadastro maravilhoso com o contato das doulas de todo o Brasil, mas além do contato precisamos de outras informações específicas. Solicito a ajuda de todas para divulgar este questionário, o nosso reconhecimento nos ajudará em nosso trabalho.
     Divulguem este questionário para todas as pessoas que acompanham gestantes em nosso país, ele ficará disponível para respostas até dia 31/07/2011.


Qualquer dúvida entrem em contato pelo - e-mail:  redebrasileiradedoulas@gmail.com

Conto com a colaboração de vocês!
Renata Beltrão
Secretaria Executiva ReHuNa
*Fonte: Rede Brasileira de Doulas

domingo, 26 de junho de 2011

              DIVAGANDO ACERCA DA CESÁREA - seja ela necessária ou eletiva
Um breve abraço de  uma Doula a uma mãe que teve uma cesárea intraparto
    Costumo pensar que até para aquelas mulheres que tem cesarea eletiva, tem um porque.
    Existe a 'ignorância' do saber. Existe a 'igorância' da busca, da compressão que cesárea NÃO é parto, mas sim cirurgia. Que deve ser usada para auxiliar no processo e não para substituir a fisiologia. A 'cegueira' total, onde se entregam aos profissionais e, aguardam a fala final, que geralmente acabam em cesarea.
    Mas, acredito que em momento algum, nenhuma, nenhuma deixa de 'querer/desejar' o melhor para seu bebê.
    Penso que 'pré julgar' uma mulher por uma cesárea eletiva, sem saber seus reais motivos, também é um grande preconceito, erro.
    Você teve seu movimento, se induzido ou não, seu corpo 'leu' as contrações, pois tem mulheres que mesmo com indução, o organismo não responde ao estímulo e a cesárea vem bem mais cedo.
    Ou seja, seu corpo sentiu as contrações, sua pequena sentiu o movimento.
    Ninguém deve, ou mesmo, deveria desmerecer a via de parto que teve. Até mesmo a cesárea, quando ela acontece, principalmente, intraparto.
    Na minha compreensão, que precisa sempre ser revista, NENHUMA mulher deve ser 'cobrada' por isso.
    Quando o fazem parecem que falam para ela - seu organismo não funcionou, seu organismo tem problema, enfim coisas 'pesadas', mas se quer levam em consideração o lado emocional do parto. Ou ainda, reforçam a fala: -eu avisei. Isso não conforta, feri ainda mais. É desumano, cruel. Acho que até mais que uma cesa eletiva.
    Muitas vezes o parto perde seu 'ritmo' por questões emocionais. Então, trabalhá-las anteriormente é tudo...
    Nenhuma mulher é menos mulher por ter tido uma cesárea. Tão pouco menos mãe.
    Não se pode cobrar isso assim.
    O que tenho visto, são muitas mulheres entrarem num 'estado de defensiva'. Ou seja, refugiam-se de tudo e todos, para não precisarem falar sobre o nascimento do bebê. Até que ela mesma consiga se refazer da cesárea, que até então não queria.
    Fica parecendo que ela 'falhou'. Falhou em que? Diante das expectativas de quem?
    Dai, sempre falo, sobre a FLEXIBILIDADE na construção do Plano de Parto.
    Sei que acredito muito, muito mesmo na fisiologia do parto, mas que também a situações que independe da vontade apenas da mulher.
    Acontecem diversas questões emocionais que interferem e que acabam bloqueando o nascimento, de forma natural e/ou mesmo normal.
    Cesárea deveria ser para somar, e, não para tomar o espaço que tomou.
    Você sentiu o movimento que antecede o nascimento, mas nem por isso seu processo como um todo tem menos ou mais valor.
    Para mim a mulher precisa muito mais de força para passar por tudo e ficar inteira. Dai pergunto, como falar/dizer que essa mulher foi 'fraca'?
    Não é para qualquer pessoa. Existe uma necessidade de superação muito intensa. Isso sim, que é mulher forte, guerreira.
    Então, como dizer que houve 'fracasso'?
    Procure lembrar sempre: você deu sempre o melhor de si. Nada que precise justificar para quem quer que seja. Seu organismo é saudável, razões... só o tempo vai mostrar, mas nada que interfira na maternagem, pois seu amor por ela não precisa de justificativa, se é que existe.
    Ame, ame, ame... entregue-se e quando lhe cobrarem ou algo assim, lembre sempre você é tudo que ela precisa para crescer, pois seu amor por ela independe da via de parto. Se normal, natural, cesárea intraparto, eletiva em alguns casos.
    Como se faz na natureza, lamber a cria...
    Como os animais são sábios. Então, babe bastante de emoção por receber de Deus esse presente.
    Enfim, entregue-se, ame-se e sinta-se orgulho da mãe que É.
    Vibre, festeja e curta tudo com muito orgulho.
    O bebê é o MAIOR tesouro, que veio para enriquecer o Universo chamado lar.
   
Isabel, que já escreveu demais, mas estava só divagando sobre tantas experiências ricas que tido oportunidade de acompanhar.

domingo, 12 de junho de 2011

                         O risco de agendar um parto cesárea sem necessidade

        Novo estudo mostra que o risco de morte do bebê que nasce antes de 39 semanas é maior do que aqueles que chegam ao fim da gestação.
       Cada vez mais os estudos confirmam e alertam o quanto adiantar o parto sem necessidade, mesmo que em poucas semanas, traz riscos para o bebê. Um deles, publicado este mês na revista científica Obstetrics & Gynecology, revelou que antes de 39 semanas há risco de morte para a criança.
       Para chegar a essa conclusão, os cientistas da March of Dimes Foundation, uma organização não governamental que encabeça campanhas nos Estados Unidos para evitar nascimentos prematuros, analisaram mais de 46 milhões de nascimentos, usando dados do National Center for Health Statistics U.S. O resultado revelou que a taxa de mortalidade infantil era de 1.9 para cada 1.000 bebês nascidos na 40a semana de gestação e subia para 3.9 para aqueles nascidos pouco antes, na 37a semana.
       De acordo com Antônio Júlio de Sales Barbosa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina (SP), a pesquisa apenas reforça o que já é sabido entre os obstetras. “São considerados prematuros bebês que nascem com menos de 37 semanas. Mas isso não quer dizer que aquele que chegou até a 37a já possa nascer. Não é bem assim. Eles ainda têm um pequeno cumprimento de maturidade pulmonar a ser vencido – o que acontece entre a 38a ou 39a semana”, diz.
       E o especialista reforça, ainda, que, mesmo na 38a semana, as cesáreas eletivas (agendadas sem necessidade) podem trazer surpresas, ao acarretar em complicações para os bebês, como infecções respiratórias, febre, alteração na temperatura. “Parece que uma semana é pouco, mas para o bebê na barriga é muito”, afirma Júlio.
       Sobre problemas respiratórios, aliás, cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, já haviam mostrado como o risco de complicação acaba sendo maior para quem nasceu antes da hora. Eles avaliaram mais de 230 mil partos feitos entre 2002 e 2008 em hospitais dos Estados Unidos. Cerca de 7 mil bebês tiveram de ser internados em UTIs, sendo que, destes, mais de 2 mil sofreram de problemas respiratórios. Entre os casos de pneumonia, por exemplo, o problema caiu de 1,5% entre os que nasceram de até 38 semanas para 0,1% na 39ª semana.
       No Brasil, a maioria dos nascimentos na rede particular ainda é feita por cesáreas. O maior problema é o crescente número de cesáreas eletivas, ou seja, quando a cirurgia é agendada antes de a grávida entrar em trabalho de parto. Um dos riscos envolvidos é a chance de o médico errar no cálculo gestacional e o bebê nascer prematuro. Com isso, a criança deixa de ganhar peso e de amadurecer os pulmões, e ainda corre o risco de precisar ser internada em uma UTI neonatal por conta da prematuridade. “Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos pais da criança, que querem se organizar melhor, quanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). Nos Estados Unidos, dados do March of Dimes mostram que 543 mil bebês (1 a cada 8) nascem prematuramente.
      A situação é diferente quando a mãe entra em trabalho de parto e, no meio do caminho, é preciso realizar uma cesárea. A chance de a criança ter problemas pulmonares é menor porque, durante o processo, segundo Pupo, há uma série de transformações que acontecem na criança que a deixam mais preparada para sobreviver fora do útero. “Não se deve interferir num processo natural, a não ser em casos específicos em que há risco de vida para a mãe e o bebê”. A data provável dos partos é em torno de 40 semanas de gestação. E, se mãe e filho estiverem bem, esse prazo pode se estender até 41 semanas e 6 dias.
      
                                 Por que o número de cesárea só cresce?

      Por falta de informação , incentivo do médico ou até mesmo por medo do parto normal, as gestantes tendem a acreditar que a cesárea é o tipo de parto mais seguro. Mas os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que é justamente o contrário. Um estudo, que avaliou mais de 100 mil nascimentos em países asiáticos, mostrou que as grávidas que passaram por uma cesárea têm mais de sofrer complicações sérias, que podem levar à morte. Caso a cesárea seja realizada antes da mulher entrar em trabalho de parto e sem indicação médica, os riscos são 2.7 vezes maiores do que no parto vaginal, segundo as estatísticas. Já no caso dos partos cirúrgicos feitos antes do trabalho de parto, mas com indicação médica, o número cai para 2.1.
       Ainda assim, se numa roda de conversa com outras mães, você perguntar quem teve parto normal, vai perceber que as estatísticas sobre o parto cesárea no mundo são mesmo alarmantes. Dados do The NHS INformation Centre, na Inglaterra, por exemplo, mostram que 25% dos partos no Reino Unido, entre 2008 e 2009, foram cirúrgicos. Já nos Estados Unidos, em 2005, esse índice já era de 30,2%. No Brasil, os números são ainda mais assustadores. Somente no SUS, 33,25% dos partos realizados em 2008 foram cirúrgicos, de acordo com o Ministério da Saúde, o que representa cerca de 655 mil cesáreas. Todos esses dados contrariam a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que determina que esse tipo de parto represente somente entre 10% e 15% do total realizado em um país.
      
                                                     Os benefícios do parto normal

       Para o bebê: esse tipo de nascimento é bom porque segue o processo natural. Ela nasce na hora certa, a não ser nos casos de prematuros. Existem várias evidências e especulações de que o trabalho de parto não é meramente uma atitude física de expulsão do bebê, e sim uma alteração de padrão hormonal em que há liberação de hormônios pela mãe e bebê que sinalizam que o momento de nascer está chegando. Outro beneficio é que o tórax do bebê é comprimido ao passar pelo canal de parto, o que faz com que ele expulse secreções das vias respiratórias, tornando-o mais adaptado a respirar.
       Para a mãe: além do aspecto psicológico, da satisfação da mulher em poder dar à luz, a recuperação é mais rápida e são menores as chances de complicações após o procedimento, como sangramentos ou infecções, por exemplo.

Quando o parto cesárea é realmente necessário?

-->Quando a placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero, impedindo a saída do bebê, a chamada placenta prévia;

--> Caso a mãe tenha herpes genital com lesão ativa até um mês antes do parto;

--> Em casos raros de doenças cardíacas;
--> Se o bebê está atravessado, mas antes é possível tentar ajudá-lo a ficar na posição correta;

--> Nos casos em que a gestante tenha aids com varga viral muito alta ou desconhecida;
--> Quando há descolamento prematuro de placenta;
--> Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos;
--> Nas situações em que o cordão umbilical penetra no canal de parto antes do bebê;
--> Se há diminuição drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos, o que ocorre em apenas 1% dos partos.
Fonte: Compartilhe 570 - Ana Paula Pontes e Malu Echeverria

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI21536-10584,00.html